martes, 4 de agosto de 2020

Juan Carlos I, um líder antes que um rei / Francisco Poveda *

Juan Carlos I é um rei, um Chefe de Estado, o chefe de uma dinastia, da Casa Real espanhola e comandante-em-chefe do Exército. Mas, sobretudo, é o líder do corpo social de um país com muita história. Nenhum país pode funcionar sem um líder, se entendermos a função como uma influência sobre a maioria. E ele há sido, indiscutivelmente, o lide da Espanha durante 32 dos seus 70 anos, em uma nação pouco monárquica apesar de ter sido quase sempre, e historicamente desde 1492, uma monarquia unitária. E antes um conjunto de monarquias peninsulares de todos tipos, sortes e destinos.
" O já longo reinado de Juan Carlos I está sendo uma das épocas de maior esplendor e progresso do país "

A Espanha, um país de vales e montanhas, é um local de muito difícil gestão. Depois de um mais que turbulento século XIX e um século XX que apontava para superá-lo para o pior, o já longo reinado de Juan Carlos I está sendo uma das épocas de maior esplendor e progresso do país, só equiparável ao governo de seu parente direto Carlos III no século XVIII. E democrático ao estilo saxão ou escandinavo. 

Em um momento em que, pela idade do rei e o tempo ocupando o trono, começa-se a fazer balanços, e alguns na Espanha, desde a direita mais conservadora e a esquerda mais extrema, aproveitam para questionar a legitimidade da instituição, convém refletir sobre a necessidade, ou não, de prescindir de uma liderança tão popular e garantidora para os espanhóis. Nenhum monarca na história contemporânea da Espanha esteve tão perto do povo. 

Juan Carlos I demonstrou ser peça fundamental numa engrenagem constitucional complexa, ainda que consensual, reformável e dificilmente substituível agora por outra menos equilibrada e solidária. Agora por agora, o rei é a garantia de liberdades públicas reais e não só formais, da sobrevivência da Espanha como tal e em sua diversidade, da moderação na vida pública, da defesa nacional na qualidade de vértice das Forças Armadas e da política externa. Que líder em nossa história reuniu sequer a metade destas qualidades todas? 

O monarca segue sendo, apesar da sua idade e tempo no trono, o garantidor também da própria instituição monárquica. Enquanto viva e mantenha seu juízo são, não parece possível convulsão alguma no sistema, apesar de ser o espanhol, todavia, um povo imprevisível. Nenhuma plutocracia à espreita parece ter o que fazer quanto a isso. Tampouco há a vista alguma figura política com suficiente estatura de estadista e capacidade de agregação bastante para propor a sério, e ao destino, uma mudança da monarquia à república na Espanha.
" Não são poucos, nem pouco ambiciosos, os políticos que estão esperando seu momento de ser presidente de uma nova república após a morte do rei "


Inclusive, se após Juan Carlos I se proclamasse a III República, seria uma estupidez e uma torpeza política tentar apagar os sinais visíveis de seu longo reinado, numa vã tentativa de retificar a história "a posteriori". Isso porque não são poucos, nem pouco ambiciosos, alguns políticos de certo perfil, de direita e de esquerda, que estão esperando seu momento de ser presidente de uma nova república após a morte do rei. Seus nomes estão nas mentes de todos e um deles é, até hoje, sem vergonha, conselheiro de Estado em exercício. 

Não nos enganemos: alguns deles já movem desde já as forças da mídia desde fora da Espanha para que se produzam ataques, ainda que sutis, a Juan Carlos na imprensa internacional, e isso não parece furto da casualidade nem da conjuntura. Esses ataques respondem a interesses alheios à opinião pública da Espanha e aos espanhóis. Seu objetivo imediato é a erosão da figura do rei justamente num ponto de inflexão causado por sua idade, seu estado de saúde e o estresse inerente da sua alta responsabilidade. 

Também estão surgindo livros e textos que desprestigiam o herdeiro de Juan Carlos. E temos ouvido e visto programas de rádio e televisão dentro da Espanha cujo objetivo não parece ser o de favorecer a liderança do rei, chegando-se inclusive a pedir sua abdicação, como se estivéssemos diante de um outro Fernando VII. Demasiadas coincidências no tempo e demasiados impacientes esperando seu momento para, eventualmente, ocuparem a Chefia do Estado. 

Mas o futuro ainda não está escrito e Juan Carlos ainda traz consigo poderosa força de inércia para que alguém tente parar a seco a monarquia. Uma grande porcentagem dos espanhóis não conheceu outro líder. Já outra grande parte sabe, agradecida, que ele está cumprindo seu papel histórico com tato, discrição, grande diligência e muita dignidade. E segue sendo, no momento, ínfima a minoria que está propondo alternativas em vida ao próprio rei, o que deixa ainda mais difícil a situação de um príncipe das Astúrias pouco entusiasmado com o cargo, mas também tomado pelo dever dinástico ao alcançar 40 anos, casar e ser pai duas vezes.
" O tempo do futuro Felipe VI não terá nada a ver com o de Juan Carlos I, embora a Espanha continue essencialmente a mesma "


O próprio rei sabe das dificuldades que seu herdeiro terá para conservar o trono. Mas pior era sua situação ao ganhá-lo por consenso em novembro de 1975. No fim, a questão será a mesma: demonstração de utilidade e capacidade de liderança. E independência de grupos de interesse no que será então uma democracia telemática, para qual o rei carece de planos. O tempo do futuro Felipe VI não terá nada a ver com o de Juan Carlos I, embora a Espanha continue essencialmente a mesma. 

Por mesma me refiro à dificuldade de gestão do país. Quando seus dirigentes não foram muito capazes de entender-la, fracassaram de pronto. Hoje ninguém discute que a república é uma forma de governo mais abrangente e moderna (se mais democrática, ainda estamos por ver), mas a monarquia constitucional não deixa a dever na capacidade de gerar bem-estar para o cidadão, do Pacífico ao Báltico. O que ainda está por demonstrar é se a república resultará mais idônea para um país de tanta complexidade e atormentada história como a Espanha. 

Ficou demonstrado historicamente que só com fortes lideranças é possível o progresso da Espanha com unidade na diversidade. Nossa característica individualista não deixa muito lugar para decisões colegiadas, condicionadas, compartilhadas ou vazias de conteúdo. A moderação é, em nosso caso, uma condição e uma necessidade. E parece que a pode sustentar melhor uma autoridade neutra de longa projeção no tempo que outra submetida a revalidação periódica ou a interesses partidaristas do momento. 

Nossa transição política tem sido um modelo, mas só da perspectiva da nossa história recente desde meados do século XIX. Apesar do pacto pela não ruptura, tivemos episódios trágicos. Agora estão mais claros os erros e acertos da fórmula, mas a monarquia não pode ser em nenhum caso o bode expiatório de um "neo-franquismo" que resiste a sucumbir nas mãos da História ou de uma Igreja dominada por uma corrente integralista alheia ao Catolicismo espanhol. 

A Juan Carlos I temos que julgar o que fez como rei desde 1976 e não o que fizeram o que dele se utilizaram após a vitória da democracia sobre o totalitarismo em 1945. Se a reforma política de 1978 encerra necessárias rupturas, a sua foi a primeira como condição "sine qua non" para legitimá-lo no começo de seu reinado e para mostrar estar à altura do cargo após a tentativa de golpe militar de fevereiro de 1981. Por suas mãos, a Espanha entrou na União Européia em 1986 depois de décadas de tentativas vãs e recuperou os parâmetros democráticos perdidos em 1936 com a eclosão da Guerra Civil.
" Monarquia ou república é um debate em que se deve pesar a haveres e deveres de cada sistema de governo "

O agora tão admirado por todos Adolfo Suárez foi por Juan Carlos escolhido, que lhe deu cobertura e deixou agir segundo a conveniência de ambos. Mesmo a incomum duração da permanência de Felipe González no Palácio de La Moncloa foi alheia à intenção do monarca de consolidar uma democracia para todos. Só por isso o rei da Espanha merece, no seu aniversário de 70 anos, a gratidão dos cidadãos por evitar a repetição de episódios que, novamente, nos fizessem sentir envergonhados como espanhóis perante o mundo. 

Monarquia ou república é um debate em que se deve pesar a haveres e deveres de cada sistema de governo segundo nossa própria experiência e a do nosso entorno para vermos se vale à pena provar a mudança apenas pela própria mudança. É uma questão de calcular o risco e pesar o preço desta decisão se se quer apresentar essa possibilidade algum dia. 

Em uma democracia consolidada, como a que nos deixa Juan Carlos I, é até cabível propor prescindir justamente de quem a fez possível com sua liderança. A soberania reside desde 1978 nos espanhóis porque o monarca recusou ser cúmplice e vértice de uma ditadura institucional com aparência de democracia no primeiro momento e depois renunciou poderes civis executivos com a posterior Constituição. Essa é sua grandeza e seu enorme mérito. 


(*) Francisco Poveda é jornalista e professor universitário espanhol



(Publicado em 'O Globo', Brasil, 4 de Janeiro de 2008)

lunes, 3 de agosto de 2020

Juan Carlos I se autoexilia, sentencia la Transición española y deja a su suerte una Monarquía hoy a la deriva con Felipe VI


MADRID.- El Rey Juan Carlos ha comunicado a Felipe VI su decisión de trasladar su residencia fuera de España. Según relata Zarzuela en un comunicado, el Rey Emérito recuerda que hace un año decidió expresar su voluntad de dejar de desarrollar actividades institucionales y que ahora, "ante la repercusión pública que está generando ciertos acontecimientos pasados" de su vida privada, ha decidido trasladarse fuera de España.

"Es una decisión que tomo con profundo sentimiento, pero con gran serenidad", explica Juan Carlos I, justificando su decisión "para contribuir a facilitar el ejercicio" de las funciones de su hijo como Jefe de Estado.
En su carta, el padre del Rey alude sin mencionarlo al caso de las supuestas donaciones de Arabia Saudí no declaradas a Hacienda, una investigación que arrancó en Suiza y que está estudiando la Fiscalía del Supremo.
"Con el mismo afán de servicio a España que inspiró mi reinado y ante la repercusión pública que están generando ciertos acontecimientos pasados de mi vida privada, deseo manifestarte mi más absoluta disponibilidad para contribuir a facilitar el ejercicio de tus funciones, desde la tranquilidad y el sosiego que requiere tu alta responsabilidad. Mi legado, y mi propia dignidad como persona, así me lo exigen.
Hace un año te expresé mi voluntad y deseo de dejar de desarrollar actividades institucionales. Ahora, guiado por el convencimiento de prestar el mejor servicio a los españoles, a sus instituciones y a ti como Rey, te comunico mi meditada decisión de trasladarme, en estos momentos, fuera de España.
Una decisión que tomo con profundo sentimiento, pero con gran serenidad. He sido Rey de España durante casi cuarenta años y, durante todos ellos, siempre he querido lo mejor para España y para la Corona.
Con mi lealtad de siempre. Con el cariño y afecto de siempre, tu padre."
Ante esta carta, el Rey Felipe ha transmitido a su padre "su sentido respeto y agradecimiento ante su decisión".
"El Rey desea remarcar la importancia histórica que representa el reinado de su padre, como legado y obra política e institucional de servicio a España y a la democracia; y al mismo tiempo quiere reafirmar los principios y valores sobre los que ésta se asienta, en el marco de nuestra Constitución y del resto del ordenamiento jurídico", subraya el comunicado de Zarzuela.

Matices de su abogado

El Rey Juan Carlos ha comunicado este lunes que permanece a disposición de Fiscalía, que investiga si cobró alguna comisión por la adjudicación del AVE a La Meca a empresas españolas en 2011, "para cualquier trámite o actuación que considere oportuna" tras decidir trasladar su residencia fuera de España.
Así lo ha afirmado su abogado Javier Sánchez-Junco, en un comunicado que se ha emitido justo después de conocerse la carta que ha remitido el rey emérito al Rey Felipe VI, en la que ha comunicado su decisión de trasladar su residencia.
"Su Majestad el Rey Don Juan Carlos me ha dado instrucciones para que haga público que, no obstante su decisión de trasladarse, en estos momentos, fuera de España, permanece en todo caso a disposición del Ministerio Fiscal para cualquier trámite o actuación que considere oportuna", reza el comunicado.

Una televisión portuguesa asegura que está en Estoril 

El rey Juan Carlos podría encontrarse en Portugal tras haber anunciado este lunes su decisión de abandonar España. Según la televisión portuguesa TVI24, el emérito español se encontraría en Estoril, en el municipio de Cascais.
Estoril ha sido un enclave importante en la vida del ex monarca y su familia. Allí fue exiliado su padre, Juan de Borbón, y en este lugar pasó el emérito su infancia.
Sin embargo, la institución de la Corona no ha informado del nuevo lugar de residencia del emérito, que según ha adelantado en la noche de este lunes la televisión portuguesa podría tratarse de Estoril.


Doña Sofía se queda en Zarzuela 

La decisión del rey Juan Carlos de irse a vivir fuera de España no va a suponer ningún cambio en la situación de la reina Sofía, que va a mantener su residencia en el Palacio de la Zarzuela y a proseguir con su actividad institucional, como venía haciendo desde el relevo en la trono hace seis años.
La madre de Felipe VI, que se encuentra de vacaciones en el Palacio de Marivent de Palma, ha quedado al margen de la controversia al no tener relación con los presuntos negocios en los que pudo participar el rey emérito.
Don Juan Carlos y doña Sofía llevan distanciados en el plano sentimental desde hace varios años, si bien han mantenido la residencia en Zarzuela al ser miembros de la familia real tras la abdicación.
La decisión del anterior monarca de retirarse de la esfera pública en junio del pasado año tampoco afectó a la reina Sofía, ni a su agenda oficial. Doña Sofía siempre ha representado una referencia para Felipe VI y así lo ha reconocido en público en varias ocasiones.
La última fue en diciembre de 2018, en el homenaje por el 40 aniversario de la Constitución, cuando ensalzó "el apoyo permanente y comprometido" de su madre un mes después de cumplir 80 años.
En mayo de 2017, también le expresó su "reconocimiento y admiración" por "el gran ejemplo" que ella suponía y por la "humanidad y compromiso" demostrados en favor de los más desfavorecidos.
Debido a la pandemia, doña Sofía ha visto recortada su agenda en lo que va de año, en el que sólo ha tenido media docena de actos oficiales, entre ellos, la veneración del Cristo de Medinaceli y el concierto de las víctimas del Holocausto, todos ellos protagonizados antes del estado de alarma.
Desde entonces, sólo se la ha visto dos veces, en sendas reuniones del patronato de la Fundación Reina Sofía en Zarzuela, fuera del programa institucional, rodeada de sus colaboradores más cercanos y protegida con mascarilla.
El primer encuentro tuvo lugar el 3 de junio y el último, el 14 de julio, en plena tormenta por las noticias publicadas sobre don Juan Carlos.
Desde la abdicación, el papel de doña Sofía ha menguado, aunque, además de su actividad como parte de la familia real, ha seguido mostrando su lado más solidario, apoyando iniciativas como la del combate contra los residuos plásticos en el mar.
Su momento más delicado lo vivió en abril de 2018 en la catedral de Palma, cuando protagonizó un desencuentro con la reina Letizia al querer fotografiarse con sus nietas Leonor y Sofía.
Antes de la retirada pública del rey Juan Carlos hace un año, doña Sofía protagonizó algunos actos con él que llegaron a interpretarse como una reconciliación del matrimonio, si bien no tuvieron continuidad.
Entre estos encuentros, hubo algunos eventos con amigos, como cuando fueron a la boda del tenista Rafael Nadal en Mallorca en octubre de 2019 o a su academia en la isla unos meses antes. Durante 2020, sólo se la vio con Juan Carlos I a comienzos de año en el entierro y el funeral de la hermana mayor de éste, la infanta Pilar de Borbón, y en el de la viuda del que fue primer presidente de las Cortes tras la reinstauración de la monarquía, Torcuato Fernández-Miranda.
Como acostumbra a hacer cada verano, la reina Sofía ya se encuentra en el Palacio de Marivent de Palma, adonde llegó hace unos días con su hija mayor, la infanta Elena, y su hermana, la princesa Irene. Su hermana es su gran apoyo moral desde hace varios años y quien suele a acompañarla a actos públicos, además de residir con ella en Zarzuela parte del año.
Con ella viajó a Atenas a principios de febrero para asistir a la presentación de los diarios de su madre, la reina Federica, junto con su otro hermano, Constantino.

viernes, 31 de julio de 2020

Fallece el historiador cubano, Eusebio Leal, artífice de la restauración de La Habana


LA HABANA.- El historiador de la Ciudad de La Habana, Eusebio Leal Spengler, falleció este viernes en la capital cubana a los 77 años tras una dura batalla contra el cáncer de páncreas, según informaron fuentes oficiales. Según publica el diario oficial del PCC, de conformidad con la familia, sus cenizas serán conservadas para que, una vez controlada la epidemia de la Covid-19 y como justo reconocimiento a su imperecedera obra, el pueblo cubano pueda tributarle un merecido homenaje en el Capitolio de La Habana, emblemática instalación que él restauró en favor de la nación.

En los últimos años, Leal recibió una gran cantidad de reconocimientos por su labor en la preservación de la capital cubana. Sin embargo, en sucesivas apariciones, tanto en Cuba como en el extranjero, al historiador de La Habana se le veía cada vez más deteriorado físicamente, debido a la agresiva enfermedad que lo afectaba.
Leal no era un hombre gris, que es igual a un hombre de medianías, sino todo lo contrario, era un apasionado de una labor con la cual supo ganarse la confianza de las autoridades políticas de Cuba, quienes entregaron a él no solo la restauración de edificios fundamentales de La Habana Vieja, sino el diálogo con políticos de otras naciones y líderes religiosos de importancia capital.
Fidel Castro confiaba en sus habilidades cuando quería propiciar a sus invitados un discurso fino y elegante, y el propio Leal llegó a declarar durante una entrevista realizada por Amaury Pérez, que más que marxista, había sido fidelista, “y lo he sido, que era algo más”.
Una de sus grandes dotes fue la oratoria. Eusebio Leal pertenece a una raza casi extinguida de grandes oradores cubanos, gente no siempre ilustre por su posición o condiciones intelectuales, pero que dominaban todos el lenguaje y la cadencia de la voz para seducir y convencer.
De hablar pausado, sereno y con un español muy bien pronunciado y de alto registro, Leal se ganó el aprecio de los cubanos no solo desde sus obras de preservación de La Habana, sino también desde el espacio televisivo Andar La Habana, que sirvió de fuente de conocimiento y de amor por la ciudad a varias generaciones de cubanos.
Sin embargo, en los últimos años Eusebio Leal fue apagándose lentamente, con apariciones en las que se le vía cada vez más cansado y deteriorado físicamente.
En junio de este año, tras un rumor que aseguraba su fallecimiento, la Oficina del Historiador de la Ciudad desmintió la noticia. "Eusebio Leal Spengler está bien vivo, en su casa, cumpliendo el aislamiento social porque tenemos el deber de cuidarlo y protegerlo mucho. Solo sale excepcionalmente como lo hizo para rendirle honores a su amiga Rosita Fornés", escribió en Facebook la directora de comunicación de la institución, la periodista Magda Resik.
Después de un tiempo ausente de la vida pública, Leal reapareció en el funeral de la vedette Rosita Fornés en el Teatro Martí de La Habana. Antes del funeral, el historiador La Habana había sido visto en público durante una ceremonia para recibir el Doctorado Honoris Causa de la Pontificia Universidad Lateranense en la sede de la Nunciatura Apostólica de La Habana.
En uno de los actos conmemorativos del 500 aniversario de la fundación de La Habana, celebrado en el Castillo de Atarés, Eusebio Leal tuvo que pronunciar su discurso sentado en una silla, porque se encontraba "un poco fatigado".
"Perdónenme que haya tenido que estar un poco sentado, porque estoy un poco fatigado; pero la fatiga no es el resultado de lo que no ha podido vencerme, ni derrotarme, es que vengo caminando hace mucho tiempo, hace muchas décadas, hace muchos siglos", dijo al inicio de su intervención.
Leal, muy querido por los cubanos, dedicó buena parte de su vida a defender y trabajar en la restauración y conservación de La Habana Vieja y del patrimonio cultural e histórico de la ciudad y de la isla, una labor ingente que también recibió el reconocimiento internacional.
Los detalles sobre sus funerales serán divulgados en las próximas horas, según informó el Ministerio cubano de Cultura en un comunicado.
La última ocasión en que se vio en público al historiador de La Habana fue el pasado 16 de junio, cuando acudió al funeral de la artista cubana Rosita Fornés en el Teatro José Martí de la capital.
Numerosos cubanos expresaron en las redes sociales una unánime tristeza por el fallecimiento de Eusebio Leal y su reconocimiento por el valioso legado patrimonial que deja tras de sí.
El presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, dedicó al historiador de La Habana una sentida despedida a través de varios tuits: "Ha muerto Don Eusebio de la memoria enamorada, el que nos hizo llorar y reír con la historia de la nación que somos al darle carácter y alma, poniéndole nombres e iluminando sus oscuridades como quien enciende luces en medio de la noche. Nuestras condolencias a familiares y amigos", escribió.
"Hoy se nos ha ido el cubano que salvó a La Habana por encargo de Fidel y se lo tomó tan apasionadamente que ya su nombre no es suyo, sino sinónimo de la Ciudad. Ha muerto nuestro querido Leal. Celebremos su maravilloso paso por la vida, demasiado breve para quienes le quisimos por su obra y por sí mismo. Hay que seguir por sobre esas huellas, la paciente e infinita labor de salvar el patrimonio de nuestra Cuba a la que tanto amó y consagró su vida", agregó el mandatario.
Por el momento no se han divulgado los detalles de la despedida, en cuya organización es probable que influyan las limitaciones impuestas por la crisis sanitaria de la COVID-19, ya que en La Habana aún se registran contagios de la enfermedad.
Leal, nacido en La Habana el 11 de septiembre de 1942, contaba entre sus títulos con los de doctor en Ciencias Históricas y Maestro en Ciencias Arqueológicas y en Estudios sobre América Latina y el Caribe, director del Museo de la Ciudad y de la Oficina del Historiador de La Habana, a los que se suman varios reconocimientos como Honoris Causa de universidades cubanas y extranjeras.
Becado en Italia realizó estudios de postgrado sobre restauración de centros históricos y fue también miembro de número de la Academia Cubana de la Lengua, donde ocupó el sillón "F".
A sus conferencias magistrales se suman ensayos, prólogos y artículos sobre Historia de Cuba, temas de América, restauración y museología publicados dentro y fuera de la isla.
Hasta su muerte, Leal fue diputado a la Asamblea Nacional (Parlamento unicameral) de Cuba, presidente de Honor de la Unión Nacional de Historiadores de la isla, titular de la Comisión de Monumentos de La Habana, integrante de la sociedad Smithsonian, de Estados Unidos y de la Unión de Ciudades Capitales Iberoamericanas, entre otros tantos cargos.
Igualmente destacan, entre sus distinciones, las órdenes del Libertador Simón Bolívar, de Venezuela, la de Isabel la Católica en el grado de Comendador, de España, la de las Artes y las Letras de Francia, y el premio nacional de Patrimonio Cultural por la Obra de Toda la Vida, concedido por vez primera en la isla, en virtud de sus "excepcionales méritos" y de su "entrega ejemplar".

El historiador que devolvió el esplendor a La Habana

Eusebio Leal Spengler, el historiador de La Habana, fallecido este viernes a los 77 años, pasará a la posteridad por su tenaz empeño en restaurar y devolver a la vida el bello centro histórico de la capital cubana, una obra compleja a la que dedicó más de 40 años y de la que alcanzó a ver los frutos.
Títulos como los de doctor en Ciencias Históricas y Maestro en Ciencias Arqueológicas y en Estudios sobre América Latina y el Caribe, director del Museo de la Ciudad y de la Oficina del Historiador de La Habana, a los que se suman varios reconocimientos como Honoris Causa de universidades cubanas y extranjeras avalaron su extraordinaria labor intelectual de décadas.
Leal, respetado como pocos en la socarrona Cuba y admirado por su elegante oratoria, en la que traslucía su juventud como seminarista católico, acompañó en innumerables recorridos por La Habana Vieja -declarada en 1982 Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO- a personalidades de visita en el país.

Embajador del patrimonio

Entre esos paseos destacaron los que dio con el presidente de Estados Unidos, Barack Obama, en 2016, y con los reyes de España, Felipe VI y Letizia, en noviembre de 2019, con motivo de los 500 años de la fundación de la ciudad, un hito festejado por todo lo alto y que en cierto modo puso el colofón a la labor de Leal.
Eusebio Leal fue también un adalid de los lazos culturales y académicos con Estados Unidos pese a la larga enemistad entre los dos países. De hecho, su persistencia le permitió culminar en 2017 uno de sus proyectos más apasionados, ver instalada en La Habana una réplica de la imagen ecuestre del Héroe Nacional cubano José Martí (1853-1895), inmortalizada por la escultora estadounidense Anna Huntington, que se encuentra situada en el Parque Central de Nueva York desde los años 60 del siglo pasado.
Continuador de la obra iniciada por Emilio Roig de Leuchsenring, el año 1967 marcó los inicios de Leal con la restauración del Palacio de los Capitanes Generales, antaño epicentro del dominio español sobre la isla.
El lugar fue rebautizado posteriormente como Museo de la Ciudad y en él instaló Leal su cuartel general, la Oficina del Historiador, principal inversionista del plan de restauración desde 1981.
Los trabajadores de la zona en la que centró su vida y esfuerzos profesionales extrañarán sus habituales andares a pie de obra para supervisar la marcha de los trabajos de rescate y restauración, con los que era especialmente exigente y riguroso, según atestiguan sus colaboradores.

"Alcalde" de los habaneros

Aquejado de un cáncer de páncreas, Leal libró una larga batalla contra la enfermedad que limitó su frecuente presencia en las calles de La Habana Vieja, donde muchos vecinos de la comunidad le comparaban con la figura de un alcalde.
Ellos también han echado de menos encontrarlo para conversar sobre problemas sociales apremiantes, como el de la vivienda, agravado allí por el extremo deterioro de muchos inmuebles centenarios y la superpoblación.
Eusebio Leal intervino en la recuperación de museos, plazas, parques, antiguas edificaciones en ruinas devueltas a la habitabilidad para la población residente y últimamente del Capitolio Nacional, la Avenida del Puerto y el Barrio Chino.
La cooperación internacional financió algunas de esas obras, entre ellas la del monumental convento de San Francisco de Asís, y también se creó la escuela taller de restauradores de La Habana "Gaspar Melchor de Jovellanos".
En 1993 el Gobierno otorgó "facultades excepcionales" a la Oficina del Historiador para crear y explotar fuentes económicas propias y destinar los ingresos a financiar el interrumpido plan de restauración. Fue un impulso vital al proyecto cultural y social liderado por Leal en La Habana Vieja.
Proliferó entonces una floreciente red de hoteles, tiendas, museos, inmobiliarias y restaurantes bautizada como Habaguanex, cuyas ganancias contribuyen al gran proyecto del historiador, aunque ese emporio lo absorbió, tras enfermar Leal, un conglomerado empresarial controlado por las Fuerzas Armadas.
También destacó por su activa defensa del patrimonio nacional tangible e intangible: su apasionada argumentación contra la comercialización de símbolos patrios como la bandera resuena aún en las memorias de los cubanos.
A la pregunta "¿Nunca se cansó de trabajar por La Habana?" -en entrevista concedida a la UNESCO a finales de 2019- Eusebio Leal fue categórico en su respuesta: "Es cierto que todo me ha llevado siempre a La Habana. Han sido realmente muchos años de trabajo y de empeño. No me arrepiento. Si hubiera otra vida que esta que conocemos aquí abajo, mi alma vagará eternamente por La Habana. Ha sido el mejor de mis amores, la mejor de mis pasiones, el mayor de mis desafíos. Realmente no sé por qué siempre vuelvo misteriosamente a ella, en la luz y en el silencio, en la vida y en el sueño".

Numerosos reconocimientos

"No estoy de acuerdo con que la bandera cubana sea un delantal", afirmó contundente en 2016. Su enfermedad aceleró en los últimos tiempos la entrega de numerosos reconocimientos.
Uno de ellos fue el Premio Nacional de Ciencias Sociales y Humanísticas 2016 y antes llegaron a sus manos el premio Gran Teatro de La Habana Alicia Alonso, el doctorado Honoris Causa de la Universidad Nacional Mayor de San Marcos, de Perú, y el galardón Henry Hope Reed, que confiere la estadounidense Universidad Notre Dame de Chicago.
La obra y perseverancia de Eusebio Leal han internacionalizado los atractivos de La Habana Vieja, hoy la zona más visitada por los turistas que llegan a Cuba.
Nacido el 11 de septiembre de 1942, el Historiador de La Habana orientó su vocación siendo aún autodidacta y presentó exámenes de suficiencia académica en la Universidad de La Habana, donde cursó la Licenciatura en Historia entre 1974 y 1979.
Becado en Italia realizó estudios de posgrado sobre restauración de centros históricos y fue también miembro de número de la Academia Cubana de la Lengua, donde ocupó el sillón "F". 
A sus conferencias magistrales se suman ensayos, prólogos y artículos sobre Historia de Cuba, temas de América, restauración y museología publicados dentro y fuera de la isla.
Hasta su muerte, Leal fue diputado a la Asamblea Nacional (Parlamento unicameral) de Cuba, presidente de Honor de la Unión Nacional de Historiadores de la isla, titular de la Comisión de Monumentos de La Habana, integrante de la sociedad Smithsonian, de Estados Unidos y de la Unión de Ciudades Capitales Iberoamericanas, entre otros cargos.
Igualmente destacan, entre sus distinciones, las órdenes del Libertador Simón Bolívar, de Venezuela; la de Isabel la Católica en el grado de Comendador, de España; la de las Artes y las Letras de Francia, y el premio nacional de Patrimonio Cultural por la Obra de Toda la Vida, concedido por vez primera en la isla, en virtud de sus "excepcionales méritos" y de su "entrega ejemplar".

Una extensa biografía

Eusebio Leal nació en su amada Ciudad de La Habana el 11 de septiembre de 1942.

Fue Doctor en Ciencias Históricas de la Universidad de La Habana -2000

Máster en Estudios sobre América Latina, el Caribe y Cuba

Especialista en Ciencias Arqueológicas

Cursó estudios en la Universidad de La Habana (1975) de Licenciatura en Historia.

Cursó estudios de post-grado en Italia sobre restauración de Centros Históricos por beca conferida por el Ministerio de Relaciones Exteriores de la República Italiana.- 1980

Miembro del Comité Central del Partido Comunista de Cuba desde el IV Congreso- 1991

Diputado a la Asamblea Nacional del Poder Popular en la IV-1993. V-1998, VI-2003, VII 2008, VIII-2013 y IX – 2018 Legislatura
Embajador de Buena Voluntad de la Organización de las Naciones Unidas - 1996

Comienza a Trabajar en 1959 en la Administración Metropolitana de La Habana y en 1967 fue designado Director del Museo de la Ciudad de La Habana, sucediendo en su cargo al Doctor Emilio Roig de Leushenring, del que fuera discípulo.

Asume las obras de restauración de la Casa de Gobierno, antiguo Palacio de los Capitanes Generales y Casa Capitular que concluyen en 1979.

En 1981 se le confiere la responsabilidad de conducir las inversiones de las obras de restauración aprobada por el Gobierno de la Ciudad el 5 de mayo de aquel año.

El 16 de abril de 1986 le es asignada la responsabilidad de las obras en la Fortaleza de San Carlos de La Cabaña y, más tarde, en el Castillo de los Tres Reyes de El Morro.

Conforme a la declaración de la UNESCO el perímetro de las antiguas murallas y el Sistema de Fortificaciones para la defensa de la ciudad fue inscripto en el Índice del Patrimonio Mundial en 1982 con el número 27.

Historiador de la Ciudad de La Habana

Presidente de Honor del Comité Cubano del ICOM y Presidente de Honor del Comité Cubano del ICOMOS y de la Sociedad Civil Patrimonio, Comunidad y Medio Ambiente; Decano de la Facultad del “Colegio 2 Universitario San Gerónimo de La Habana”, Título de Profesor de Mérito de la Universidad de La Habana, Presidente de la Red de Oficinas del Historiador y Conservador de las Ciudades Patrimoniales de Cuba, Presidente de Honor de la Sociedad Económica de Amigos del País.

Presidente del Grupo de Parlamentarios de Amistad Cuba – México.

Vicepresidente del Grupo de Parlamentarios de Amistad Cuba-Japón.

BIBLIOGRAFÍA

Escribió ensayos, prólogos y artículos sobre historia de Cuba, arte, restauración y otros temas de carácter general.
Es autor de los libros:
 Regresar en el tiempo
 Detén el paso caminante
Verba Volant, Fiñes
Carlos Manuel de Céspedes El Diario Perdido
 La Luz sobre el Espejo, Poesía y Palabra (I y II)
 Para no Olvidar ( I, II y III)
 Fundada Esperanza, Patria Amada
 Bio-Bibliografía (I, II, III y IV)
 Legado y Memoria, Hijo de mi Tiempo
 Aeterna Sapientia.

CONFERENCIAS MAGISTRALES Y ACADÉMICAS

Ha pronunciado conferencias magistrales y académicas en altas Casas de Estudios, Museos e Instituciones Científica de:
Ø Universidad de La Habana, Cuba
Ø Universidad de Matanzas, Cuba
Ø Universidad de Pinar del Río (Hermanos Saiz), Cuba
Ø Universidad de Villa Clara, Cuba
Ø Universidad de Santiago de Cuba, Cuba
Ø Universidad de Camagüey, Cuba
 Ø Universidad Autónoma de Santo Domingo, República Dominicana
 Ø Universidad Pontificia Madre y Maestra de Santiago, República Dominicana
 Ø Aula Magna de la Universidad Pedro Henríquez Ureña de Santo Domingo, República Dominicana
 Ø Universidad de San Carlos de Praga, Checoslovaquia
 Ø Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Perú
Ø Universidad San Antonio Abad del Cuzco, Perú
Ø Universidad Nacional del Callao, Perú
 Ø Universidad Ricardo Palma, Lima, Perú.
 Ø Universidad de Milán (Bicoca)Italia
Ø Universidad de la Sapienza, Roma, Italia
 Ø Universidad de San Nicolás de Hidalgo, Morelia, México
 Ø Universidad Iberoamericana, México
Ø Universidad Autónoma de Campeche, México
 Ø Universidad del Valle de Atemajac, Guadalajara, México
 Ø Cátedra Latinoamericana Julio Cortázar, Universidad de Guadalajara, Jalisco, México
 Ø Universidad de Sofia en Tokio, Japón
 Ø Universidad Soka Gakai, Tokio, Japón.
 Ø Universidad de Cuenca, Ecuador
Ø Universidad Mayor de San Simón, Cochabamba, Bolivia
 Ø Universidad Mayor de San Andrés, La Paz, Bolivia 3
Ø Universidad de San Javier, Sucre, Bolivia
Ø Universidad de La Laguna, Islas Canarias, España
Ø Paraninfo de la Universidad de Oviedo, Asturias, España
Ø Universidad Internacional Menéndez y Pelayo, La Magdalena, Santander, España
 Ø Universidad de Alicante, España
 Ø Paraninfo de la Universidad de Alcalá de Henares, España
 Ø Universidad de SEK, Segovia, España
 Ø Universidad de Zamora, España
Ø Fundación Ortega-Marañón, España
 Ø Universidad de Helsinki, Finlandia
Ø Universidad de Estocolmo, Suecia
Ø La Maison de Amerique Latine, Universidad de la Sorbona, París, Francia
Ø Universidad de Bahía, Brasil
Ø Universidad de Minas, Brasil
 Ø Universidad de Brasilia, Brasil Ø Paraninfo de la Universidad de Río Piedras, Puerto Rico Ø Universidad de Columbia, New York, Estados Unidos de América 2012, 2013 Ø Universidad de La Paz, New York, Estados Unidos de América Ø National Trust for Historic Preservation, Estados Unidos de América, 2012, 2013 Ø Brookings Institute, Estados Unidos de América, 2012 y 2013 Ø Biblioteca Pública de New York, Estados Unidos de América, 2012 Ø Council of Foreign Realtions, Estados Unidos de América, 2012 Ø International Symposium US/ICOMOS, 40 Aniversario del Evento Oficial de la Unesco, San Antonio, Texas, Estados Unidos de América 2012 Ø American Society y Council of the America (AS/CDA) USA 2013 Ø National Press Club, USA, 2013 Ø Casa Woodrow Wilson, National Trust for Historic Preservation, USA 2018 Ø Universidad de La Plata, Argentina Ø Universidad Nacional de Bogotá, Colombia Ø Universidad Javieriana de Bogotá, Colombia Ø Kings College de Londres, Reino Unido de Gran Bretaña Ø Facultad de Lenguas, Universidad de Bristol, Gran Bretaña Ø Universidad Metropolitana de Londres, Gran Bretaña Ø Universidad Hebrea de Jerusalén, Israel Ø Universidad Nacional de San Carlos, Guatemala Ø Pontificia Universidad Católica, Santiago, Chile Ø Universidad Central, Santiago, Chile
Ø Instituto de Diplomacia y Ciencias Internacionales, Universidad de Guayaquil, Ecuador Ø Instituto Raúl Porras Barrachea, Perú Instituto Cubano-Peruano “José Martí”, Perú Ø Instituto Universitario Oriental, Italia Ø Instituto Italo-Latinoamericano (ILA) Roma, Italia. Ø Instituto de Diplomacia y Ciencias Internacionales, Universidad de Guayaquil, Ecuador Ø Instituto Iberoamericano de Cooperación Española, España 4 Ø Instituto de Estudios Avanzados de Arquitectura de York, Reino Unido Gran Bretaña Ø Academia Diplomática de Lima, Perú Ø Cátedra de las Américas, Madrid, España Ø Casa de América, Madrid, España Ø Archivo de Indianos, Asturias, España Ø Aula Magna de la Universidad de Sevilla, España Ø Centro de Estudios Avanzados de Puerto Rico y el Caribe, Puerto Rico Ø Sociedad de Arte de New York, Estados Unidos de América Ø Convenio Andrés Bello, Santa Fé de Bogotá, Colombia Ø Academia Superior de Artes de Bogotá, Colombia Ø Círculo Español de Bristol, Reino Unido de la Gran Bretaña Ø Real Colegio de Arquitectos, Reino Unido de la Gran Bretaña Ø Grupo ACP Asia-Pacífico, Bruselas, Bélgica Ø Flager College. San Agustín de la Florida, USA (10-2015) Ø Universidad de Tampa, USA (10-2015) Ø Universidad de Tulene, New Orleans, USA (10-2015) Ø Parlamento de Luxemburgo (V-2018) Ø Universidad de Sevilla, Cátedra de Humanidades. España.

CONDICIONES Y TÍTULOS QUE OSTENTABA

Ostentaba en la actualidad la condición de:
¨ Dr. Honoris Causa en Arquitectura del Instituto Politécnico José Antonio Echeverría, Cuba - 2004
¨ Dr. Honoris Causa en Arte del Instituto Superior de Arte, (ISA) Cuba.2012
¨ Dr. Honoris Causa en Historia de la Universidad Central de Las Villas, Cuba.2012
¨ Dr. Honoris Causa en Arquitectura de la Universidad de Oriente, Stgo. de Cuba 2016
¨ Dr. Honoris Causa en Humanidades de la Universidad de La Habana, 2016
¨ Dr. Honoris Causa en Arquitectura de la Universidad de Oriente, 2016
¨ Condición de Educador Social de la Universidad de Ciencias Pedagógicas “Enrique José Varona” 2017. ¨ Dr. Honoris Causa del Instituto de Relaciones Internacionales (ISRI) Cuba. 2019 ¨ Dr. Honoris Causa en Filosofía y Letras de la Universidad de Atenas, Grecia.- 2003
¨ Dr. Honoris Causa en Teología de la Universidad Nacional y Capodistria de Atenas.- 2003
¨ Dr. Honoris Causa en Arquitectura de la Universidad de Ferrara, Italia.- 2003
¨ Dr. Honoris Causa en Arquitectura de la Universidad de la República Oriental del Uruguay- 2004.
¨ Dr. Honoris Causa en Arquitectura de la Universidad Ricardo Palma, Lima, Perú - 2008
¨ Dr. Honoris Causa en Humanidades de la Universidad Nacional Mayor de San Marcos de Perú. 2016
¨ Dr. Honoris Causa en Arquitectura de la Universidad Central, Santiago, Chile - 2008 5
¨ Dr. Honoris Causa “Por la Obra de la Vida” de la Universidad Veracruzana, Veracruz, México. - 2010
¨ Dr. Honoris Causa en Humanidades de la Universidad de Alicante, España.2011
¨ Dr. Honoris Causa en Humanidades de la Universidad Autónoma de Santo Domingo, República Dominicana. (2015)
 ¨ Académico de Número de la Academia Cubana de la Lengua, Correspondiente de la Real Española. – 2011
¨ Miembro Correspondiente de la Real Academia de Ciencias, Bellas Letras y Nobles Artes de Córdoba, España. 4/5/18.
¨ Miembro Correspondiente Extranjero de la Academia Dominicana de la Historia. 2014 ¨ Profesor Titular de la Cátedra de Filosofía y Letras de la Universidad de La Habana
¨ Egregio Profesor de la Universidad Católica de la Universidad del Valle de Atemajac ¨ Profesor Honorario de la Universidad de San Marcos, Lima, Perú
¨ Profesor Emérito de la Universidad Primada de Santo Domingo
¨ Profesor del más alto Honor de la Universidad Soka Gakai, Tokio, Japón
¨ Profesor Invitado de la Universidad de San Andrés, la Paz, Bolivia
¨ Profesor Visitante sobre la materia “Historia Comparada de Hispanoamérica” del Instituto de Diplomacia y Ciencias Internacionales de la Universidad de Guayaquil, Ecuador.
 ¨ Presidente de la Sociedad de Amistad Cuba-México
¨ Asesor del Congreso de Integración Cultural Latinoamericano (CICLA)
¨ Patrono de Honor de la Fundación de Archivo de Indianos, Asturias, España
¨ Socio de Mérito de la Sociedad Económica de Amigos del País. Cuba(14/IV/15)
¨ Presidente de Honor de la Sociedad Económica de Amigos del País. Cuba (I-2018) Es Miembro:
¨ De la Comisión Permanente de Relaciones Internacionales de la Asamblea Nacional de Cuba.
¨ Del Grupo de Patrimonio del Ministerio de Cultura de la República de Cuba
 ¨ Miembro del Consejo Científico de la Universidad de La Habana
¨ Del Consejo Técnico Asesor del Ministerio de Educación de la República de Cuba.
¨ Del Consejo Científico de la Facultad de Artes y Letras de la Universidad de La Habana
¨ Miembro de la Academia Cubana de la Historia
¨ Miembro de Honor de la Academia de Ciencias de Cuba
¨ Miembro de Honor de la Unión Nacional de Historiadores de Cuba
¨ Miembro de Honor de la Unión de Escritores y Artistas de Cuba (UNEAC)
 ¨ Miembro de Honor de la Biblioteca Nacional “José Martí”
 ¨ Socio de Mérito de la Sociedad Económica de Amigos del País. Cuba (14/IV/15)
¨ Miembro de Honor del CICOP (Centro Internacional para la Conservación del Patrimonio).
¨ Del Comité Asesor para la Erradicación de la Pobreza del Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo
¨ National Geographic Society
¨ The Society Smithsonian, Estados Unidos
 ¨ American Academy of Art & Sciences, Estados Unidos (2019)
¨ Del National Trust of Preservation, Inglaterra
¨ De Honor de la Organización Iberoamericana de Cooperación Intermunicipal (OICI)
¨ De la Academia de Historia de Cartagena de Indias
¨ Embajador Universal de la Paz (Universal Peace Ambassador)
¨ Miembro de las Cátedras Eloy Alfaro y Juan Gualberto Gómez de la Universidad de La Habana ¨ Miembro Correspondiente de la Real Academia Española de Historia.
 ¨ Miembro Correspondiente de la Real Academia Española de Bellas Artes de San Fernando, como Competente en Arte ¨ Miembro Correspondiente de la Academia Dominicana de la Lengua. ¨ Miembro Correspondiente de la Academia Dominicana de la Historia. ¨ Miembro Correspondiente de la Academia Venezolana de la Historia ¨ Miembro Correspondiente de la Academia Peruana de la Historia ¨ Miembro Correspondiente de la Academia Mexicana de la Historia. ¨ Miembro de la Asociación de Historiadores Latinoamericanos (ADHILAC) ¨ Miembro de Honor de la Unión de Arquitectos e Ingenieros de Cuba. ¨ Miembro Correspondiente de la Academia Nacional de Historia del Perú ¨ Miembro Honorario de la Academia Mayor de la Lengua Quechua, Perú ¨ Miembro Honorario de la Academia de Geografía de Nicaragua (5/X/09) ¨ Miembro de Honor de la Sociedad Cubana de Psicología (13/4/17) Es Asesor: ¨ De la Unión de Ciudades Capitales Iberoamericanas (UCCI) ¨ Del Consejo de la Asociación Latinoamericana de los Derechos Humanos (ALDHU) con sede en Quito, Ecuador En misión de trabajo y en representación de Cuba, ha visitado: · República Federal de Alemania ¨ República de Argentina ¨ República de Austria ¨ Reino de Bélgica ¨ República de Bolivia ¨ República Federativa del Brasil 7 ¨ Canadá ¨ República de Colombia ¨ Corea de Norte ¨ República Checa ¨ República de Chile ¨ República Popular China ¨ Reino de Dinamarca ¨ República de Ecuador ¨ España ¨ Estados Unidos de América ¨ Finlandia ¨ Francia ¨ Grecia ¨ Gran Bretaña ¨ República de Guatemala ¨ República de Haití ¨ Reino de los Países Bajos ¨ República de Israel ¨ República Italiana ¨ Japón ¨ Gran Jamahiria Arabe Libia Popular Socialista ¨ Estados Unidos Mexicanos ¨ Reino de Noruega ¨ Estado de Palestina ¨ República de Panamá ¨ República del Perú ¨ República de Polonia ¨ República Portuguesa ¨ Puerto Rico ¨ República Dominicana ¨ Federación de Rusia ¨ República Árabe de Egipto ¨ Turquía ¨ Reino de Suecia ¨ Uruguay ¨ República Bolivariana de Venezuela ¨ Paraguay ¨ Nicaragua ¨ Arabia Saudita ¨ Costa Rica ¨ Luxemburgo Ha recibido condecoraciones nacionales y extranjeras, tales como: 8 Condecoraciones otorgadas por la República de Cuba: ¨ Título Honorífico de Héroe del Trabajo de la República de Cuba –-2007 ¨ Orden Félix Varela de Primer Grado del Consejo de Estado de la República de Cuba -1989 ¨ Orden por la Cultura Nacional Cubana – 1983 ¨ Orden Juan Marinello de la República de Cuba (1)-2000 ¨ Orden Juan Marinello de la República de Cuba (2)-2011 ¨ Orden Lázaro Peña de Primer Grado otorgada por la Central de Trabajadores de Cuba -2005 ¨ Orden Félix Elmusa de la Unión de periodistas de Cuba - 2005 ¨ Orden Haydee Santamaría - 2006 ¨ Medalla de la Alfabetización de la República de Cuba – 1991 ¨ Diploma al Mérito Pedagógico del Ministerio de Cultura de la República de Cuba ¨ Premio de Cultura Comunitaria del Ministerio de Cultura de la República de Cuba ¨ Medalla del 280 Aniversario de la Universidad de La Habana, Cuba ¨ Distinción Raúl Gómez García ¨ Premio “Por la Obra de la Vida” de la UNAICC. 2017 ¨ Carlos J. Finlay de la Academia de Ciencias de Cuba. 2017 Condecoraciones extranjeras: ¨ Oficial de la Orden Nacional de la Legión de Honor de la República Francesa ¨ Caballero de la Orden Nacional de la Legión de Honor de la República Francesa ¨ Comendador de la Orden Nacional de la Legión de Honor de la República Francesa 2013 ¨ Orden Mexicana “Aguila Azteca” en grado de Banda ¨ Orden Heráldica Cristóbal Colón en el grado de Comendador de la República Dominicana ¨ Gran Orden del Ministerio de Cultura de la República de Colombia ¨ Orden de San Carlos en el Grado de Gran Oficial de Colombia, 2017 ¨ Orden al Mérito de la República de Colombia en el grado de Comendador ¨ Orden de Las Palmas Académicas de Francia en el Grado de Oficial ¨ Orden de las Artes y Letras de Francia ¨ Gran Cruz de la Orden de Isabel la Católica, España (entregada por S.M. El Rey). 2017 ¨ Orden Americana Isabel la Católica en el grado de Comendador, España ¨ Orden Civil de Alfonso X “El Sabio” en la categoría de Gran Cruz, España ¨ Orden Nacional “Juan Mora Fernández” en el grado de Gran Cruz Placa de Plata, Costa Rica. 2018 9 ¨ Gran Cruz del Mérito de la República Federal de Alemania. 2017 ¨ Cruz de Gran Oficial de la Orden al Mérito Melitense, Soberana Orden Militar y Hospitalaria de Malta ¨ Orden Pro-Mérito Militense, Soberana y Militar Orden de San Juan de Jerusalén de Rodas y de Malta ¨ Orden al Mérito de la República de Polonia en el grado de Comendador ¨ Orden Medalla de Oro “Gloria Artis” de la Cultura Polaca ¨ Orden Vasco Nuñez de Balboa en el grado de Comendador, Panamá ¨ Orden del Infante Don Enrique el Navegante en Grado de Comendador, Portugal ¨ Orden al Mérito en el Grado de Comendador de la República de Ecuador. ¨ Orden de Río Branco en el grado de Gran Oficial de la República Federativa de Brasil ¨ Orden al Mérito de la República Italiana en el Grado de Gran Oficial ¨ Orden al Mérito de la República Italiana con el grado de Caballero Oficial ¨ Orden al Mérito de la República Italiana ¨ Medalla de Oro de la Sociedad Dante Aliglhieri. 2011 ¨ Orden de Mayo de la República de Argentina ¨ Orden del Libertador Simón Bolívar, Venezuela ¨ Orden Francisco de Miranda, Primera Clase, Venezuela ¨ Orden “General Omar Torrijos” República de Panamá ¨ Orden “Leopoldo” en el Grado de Caballero del Reino de Bélgica. 2016 ¨ Comendador de la Orden del Santísimo Salvador de Santa Brígida de Suecia ¨ Orden de “Santiago de Espada” en el Grado de Comendador con collar, Portugal 2016. ¨ Orden de la Amistad, República Federativa de Rusia. ¨ Medalla Víctor Hugo de la UNESCO ¨ Medalla del Decenio Mundial del Desarrollo Cultural de la UNESCO ¨ Medalla del 70 Aniversario de la UNESCO (18/IX/15) ¨ Mérito por la Cultura Polaca ¨ Mérito de la República Popular de Polonia con Estrella de Plata ¨ Mérito de la República Popular de Polonia con Estrella de Oro ¨ Orden “El Sol del Perú”, en el grado de Gran Cruz. 9/3/18 ¨ Mérito Distinguido de la República de Perú. Gran Cruz ¨ Mérito Distinguido de la República de Perú. Gran Oficial ¨ Distinción de la Asociación Asturiana “Jovellanos” ¨ Distinción del Patronato del Faro a Colón en República Dominicana ¨ Mención del Parlamento Argentino “Encuentro entre dos culturas" ¨ Medalla 1300 años del Estado Búlgaro ¨ Medalla por el XL Aniversario de la victoria sobre el fascismo de la República de Bulgaria ¨ Medalla por el XL Aniversario de la victoria sobre el fascismo de la República socialista de Checoslovaquia. ¨ Medalla de Honor Presidencial Pablo Neruda, Chile ¨ Orden al Mérito en el Grado de Comendador de la República de Chile 10 ¨ Cruz de Honor de Ciencias y Artes en Orden de Caballero de Austria. ¨ Medalla “Fundación Alegría” San Juan de Puerto Rico, Puerto Rico. ¨ Medalla “Linneo” de la Real Academia de Ciencias de Suecia. ¨ Título Honorífico de la Sociedad Real de Arquitectos de Escocia (RIA) 2012 ¨ Medalla de Oro al Mérito Panamericano de Turismo “Miguel Torruco Marques”. 2016 ¨ La Orden del Sol Naciente, Estrella de Oro y Plata. Japón, 2016 ¨ Medalla “7 de Julio” otorgada por el Congreso Nacional de Patrimonio Mundial, México. 2016 ¨ Orden Nacional del Mérito en el Grado de Gran Oficial de la República del Paraguay. (2018). De ciudades: ¨ Medalla de la ciudad de Atenas, Grecia ¨ Medalla conmemorativa de la ciudad de Roma “Excavaciones arqueológicas del Lacio”, Italia ¨ Medalla Mayor de la Alcaldía Provincial del Cusco, Perú ¨ Llave de la Ciudad de Panamá, Panamá ¨ Llave de la ciudad de Morelia, México ¨ Llave de la ciudad del Cusco, Perú ¨ Llave de la ciudad de Michoacán del Campo, México ¨ Llave de la ciudad de Cartagena, Colombia ¨ Llave de la ciudad de Cartagena de Indias ¨ Llave de la ciudad de Colón, Panamá ¨ Huésped Distinguido de La Paz, Bolivia ¨ Huésped Distinguido de la ciudad de Sucre, Bolivia ¨ Huésped Distinguido de la ciudad de Buenos Aires, Argentina ¨ Huésped Distinguido de la ciudad del Cusco, Perú ¨ Huésped Distinguido de la ciudad de Santo Domingo, Rep. Dominicana ¨ Huésped Distinguido de la ciudad de Veracruz, México ¨ Huésped Ilustre de la ciudad de Montevideo, Uruguay ¨ Visitante Ilustre de la ciudad de Asunción, Paraguay ¨ Visitante Distinguido de la ciudad de Guatemala, Guatemala ¨ Medalla de Lima de la Municipalidad Metropolitana de Lima, Perú 2012 ¨ Medalla de Honor de la Ciudad de Besancon, Francia 2015 Premios: ¨ Premio Internacional de Arquitectura “Philippe Rothier” de Bélgica ¨ Premio 2002 de la Asociación para la Gerencia de los Centros Urbanos AGECU en la Sección de Iniciativa Latinoamericana, Valencia, España ¨ Primer Premio a la Restauración de la ciudad de Alcalá de Henares 11 ¨ Premio ARPAFIL de la Feria Internacional del Libro – Guadalajara 2002 ¨ Premio de la ciudad de Barcelona de 1998 ¨ Premio de la ciudad de Valencia ¨ Premio “Arthur Posnansky” otorgado por la Presidencia de la República de Bolivia. ¨ Premio de la Real Fundación de Toledo por la “Rehabilitación del Centro Histórico de La Habana”, en acto presidido por SM el Rey de España. ¨ Premio Pergamino de Honor ONU-HABITAT 2007. ¨ Premio “Sebetia-Ter 2007” del Centro de Estudios de Arte y Cultura de Nápoles, Italia. ¨ Premio “Reina Sofía 2007” de Restauración y Conservación del Patrimonio Cultural, España. ¨ Premio “Olaguíbel 2008” del Colegio Oficial de Arquitectos Vasco- Navarro, España. ¨ Premio “Foedus 2011” de la Fundación Foedus, con sede en Roma y Nueva York. ¨ Premio Henry Hope Reed otorgado por la universidad de Notre Dame, Chicago, Ill. U.S.A. 2016. ¨ Premio “Hadrian” otorgado por el World Monument Found, New York, USA. 2018. Nacionales ¨ Premio Mundial “Eureka” en la categoría de Excelencia Académica 2011. ¨ Premio de Honor “La Espiral Eterna 2012”. ¨ Premio Nacional “Por la Obra de Toda la Vida” Consejo Nacional de Patrimonio Cultural de Cuba 2012 ¨ Premio “José María Izaguirre” por la Obra de Toda la Vida de la Ass. de Pedagogos de Cuba. 2013 ¨ “La Efigie del Escudo Pinareño” por la Asamblea Prov. del Poder Popular de Pinar del Río. 29 de junio de 2015. Premio del Gran Teatro de La Habana, 2016 ¨ Premio del Gran Teatro de La Habana Alicia Alonso.2017 ¨ Premio Nacional de Ciencias Sociales. 2017 ¨ Premio “Joven Patria” del Consejo Nacional del Movimiento Juvenil Martiano. 2017 ¨ Premio “PATRIA” Sociedad Cultural José Martí ¨ Premio Nacional de Medio Ambiente, CITMA. (2018) ¨ Hijo Ilustre de Santiago de Cuba.” Asamblea Municipal del P.P. (2018) ¨ Premio Internacional "La Casa del Caribe" (2018) ¨ Premio Nacional de Historia. 2018 12 Reconocimientos: ¨ Reconocimiento en el Día de la Latinidad otorgado por la Oficina de la Unión Latina en Cuba del 2004. ¨ Reconocimiento del Centro de Conservación del Patrimonio Cultural, Rep. del Paraguay. ¨ Sello 75º Aniversario de la CTC. 2017 ¨ Reconocimiento de la Biblioteca Nacional “José Martí” el 8 de enero 2009- Por la obra de toda una vida dedicada al rescate, salvaguarda y promoción del Patrimonio de la Nación Cubana. ¨ Sello Conmemorativo Aniversario 60 de Asociación Cubana de Naciones Unidas. ¨ Reconocimiento del Instituto Latinoamericano de Urbanismo Sustentable (ILAUS) – 9 de marzo 2014 – Por la exitosa trayectoria en el rescate y valorización de las ciudades latinoamericanas, patrimonio vivo de nuestra historia. ¨ Reconocimiento expedido por su Excelencia Fumio Kishida, Canciller de Japón, expresando su mayor consideración a su distinguido servicio en la promoción del entendimiento mutuo entre Japón y Cuba, contribuyendo a fomentar las relaciones amistosas entre Japón y otras naciones.2014 ¨ Placa conmemorativa 495 Aniversario de la Fundación de La Habana, entregado en Sesión Solemne del Poder Popular Provincial. 2014 ¨ El Hon. Senado de la República Dominicana “Reconocimiento por su voluntad, sacrificio y entrega personal en el rescate del Patrimonio Histórico de Cuba en especial el Centro Histórico de la ciudad de La Habana” 11 de marzo 2015 ¨ UNAICC- Por su aporte y contribución a la recuperación, rehabilitación y conservación del patrimonio construido del país y apoyo incondicional a la institución. ¨ Reconocimiento del Centro Cultural Casa Lamm, México, 2017. ¨ Réplica del Mallete Martíano de la Unión de Juristas de Cuba -2017 ¨ Dedicada la XXVII Feria Internacional del Libro 2018 a Eusebio Leal Spengler ¨ Reconocimiento “Paradigma Sociocultural” de la Universidad de La Habana. 2018 ¨ Asociado Honorario del Real Instituto de Arquitectos Británicos. (RIBA) 2018